Lipa Rima Com Pipa

|by Ana Vougo

Chamar a música

Ultimamente sinto que o meu único momento feliz e de paz é quando ouço música.

São os meus 20 minutos de terapia.

É a minha bolha, o meu santuário e o meu confessionário.

É como que bruxedo, porque me sinto a levitar, sinto-me poderosa e pronta para dominar o mundo.

É uma sensação de liberdade indiscritivel.

A música sempre fez parte da minha vida. Não passo sem música e não passo um dia sem cantar.

Todos os dias acordo com uma música na cabeça. Daquelas que nos atormentam o dia inteiro. E essa música diz-me logo qual é o meu humor.

Adoro e não dispenso ouvir o meu MP3 até chegar ao trabalho e quando volto para casa.

O meu velhinho MP3 (que tenho desde os tempos da Faculdade) é o meu melhor amigo nos transportes.

Sou capaz de me apaixonar por uma música, ouvi-la durante semanas seguidas e um dia dou por mim completamente farta, fartinha e abandono-a durante uma catrefada de meses até ter pachorra para a ouvir de novo.

Mas sou assim. Quando me apaixono é a valer, é a sério.
Quando me farto é definitivo e não mudo de ideias.

Sou muito 8 ou 80.

A música fascina-me. A forma como ela une o mundo, como fala a mesma língua e como diz tudo o que sentimos em rima.

A ligação que se cria entre milhões de pessoas que provavelmente nem nunca se vão conhecer na vida…é fascinante.

Adoro quando se organizam concertos pela paz, pelos direitos do Homem ou das crianças, pelo amor e pelo mundo. A música une, ensina e passa mensagens.

Quando a música se torna uma tábua de salvação para uma doença sem cura, para um amor que terminou, para o processo de luta, para uma amizade perdida, para ajudar a ultrapassar a saudade de alguém que está longe. A música tem esse poder. A  música consegue isso.

A música tem a força de um tsunami que atinge tudo e todos como uma força e que nos faz acordar para alguma coisa.

Não imagino o meu mundo, a minha bolha, o meu dia-a-dia sem uma nota musical.

Preciso de música como quem precisa de um café ou de um cigarro.

Adoro cantar. Adoro dançar. Adoro dar concertos (mesmo quando não estou sozinha) e não há um banho que tome sem dar o tudo por tudo usando o chuveiro como microfone.(Vá lá, suas mentes pecaminosas…. menos!)

Às vezes gostava que a minha vida fosse um musical. Muita conversa e muita música… dispenso por completo as coreografias tontas.

Mas é tão mais fácil dizer o que sentimos através da música.

O amor é tão mais forte e romântico quando acompanhado por uma música.

Uma despedida é tão mais sentida e sofrida quando ao som de uma música.

Uma dor é tão mais sofrida quando há uma música a emoldurar o momento.

Tudo ganha mais força.

Imaginem como seria ver um filme sem qualquer tipo de melodia.Tudo apenas falado, engasgado, frio e parado. Nem consigo imaginar.

Há cenas sem falas que só precisam de música para dizer tudo.

Há cenas que só precisam de música para nos arrepiar a pele e a alma.O mundo precisa de música. Mais música.

 

E tu, como te sentes quando ouves música?

 

20 Novembro, 2017

 

 

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