Lipa Rima Com Pipa

|by Ana Vougo

Deitar fora. Meter no lixo. Eliminar.

 

Se há coisa que me enraivece em mim é esperar muito dos outros, é o acreditar que as pessoas são todas boas e que se dizem que gostam de mim, então nunca me vão magoar.

Odeio em mim a capacidade burra de acreditar no melhor das pessoas. Exemplos estúpidos: quando as pessoas prometem alguma coisa eu acredito que vão de facto cumprir, que quando dizem que vão ligar vão mesmo ligar, que quando combinam alguma coisa não se vão cortar com desculpas mais do que esfarrapadas e gastas e que que quando nos dizem que gostam de nós não é apenas e somente da boca para fora.

Mas mais grave ainda é as pessoas mentirem-me descaradamente e eu a saber que tudo o que estão a dizer em nada corresponde à verdade.

Acredito mesmo mesmo que o mal não está (todo) em mim. Está bem que já deu para ver que não sou nada boa a avaliar pessoas e que também não sei fazer lá grande triagem mas, se as pessoas agem mal comigo, ora porra que a culpa não pode ser só minha.

Mas sou culpada sim em ficar calada e não desatar aos berros a estas “songa-mongas” más e frustradas que não sabendo que eu sei o quão más elas verdadeiramente são, lá as deixo continuar com as merdas do costume.

Neste momento tenho duas pessoas “a mais” na minha vida mas que vou tratar de deitar fora. Vou enfiá-las no meu caixote do lixo e mandá-las para o mundo da reciclagem mais longe de mim.

Não me dão nada, não lhes devo nada. Não acrescentam nem retiram. São pesos na minha vida e eu só quero coisas leves.

É muito como fazer-se uma limpeza no nosso Facebook. Tenho para mim que só lá devemos ter mesmo quem de facto conhecemos ou pessoas com quem trabalhámos ou estudámos e claro, os amigos de sempre, ou de há algum tempo, mas cujas marcas ficaram em nós.

Acredito muito em energias e sei que assim que me livrar destas duas alminhas do além, que me vou sentir muito mais leve e muito menos ansiosa.

Já há uns 4 anos fiz uma limpeza na minha vida. Deitei fora o que era de deitar fora, cortei relações com quem tinha que cortar… e só ganhei com isso. E não me arrependo até hoje!

Quando me apercebo que os sentimentos são falsos, que as amizades são falsas, que os interesses maiores que os valores, prefiro “cair fora”. Ninguém me paga para viver rodeada de mal-me-queres.

É por estas e por outras que eu só gosto de gente feliz.

Sabem porquê?

Porque gente feliz não chateia.

 

13 Agosto, 2018

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com