Lipa Rima Com Pipa

|by Ana Vougo

Porquê um blogue?

 

Luto há muito por um lugar em rádio ou televisão mas aparentemente só chego perto. Parece que estou sempre só “quase a chegar lá”.

Luto pelo que quero desde que me apercebi do que quero ser. Daquilo para que nasci: comunicar.

Lembro-me que na adolescência queria ser atriz. Mas essa não era a melhor das opções, uma vez que tenho a memória mais curta da história. Mas também, na verdade, não queria contar histórias de brincar. Queria contar as minhas e as dos outros. As de verdade, como eu lhes chamava.

Nasci com a vontade de mudar o mundo ao jeito da bolha onde decidi viver e de onde não permito que me arranquem. Uma bolha onde os animais são bem tratados e amados, as crianças são todas felizes, os velhotes passam o tempo a contar histórias aos mais novos, onde não há fome, nem guerra, nem doenças, nem morte.

Adoro a minha bolha e recuso-me a sair dela. Não me obriguem a sair dela.

Mas não desisto do que quero nem dos meus sonhos. Porque desistir não é opção. E assim sendo, decidi criar um blogue. Porque não? Se não tentar nunca saberei…

Dou vida a este blogue num dia 23, o meu “lucky number”, um número que me acompanha sempre… às vezes parece até que me persegue. Sinto mesmo que é meu.

Sei que me vai dar sorte.

Nasci num dia 23. Contam-me que chovia muito e que nasci de pés. Costumo brincar com a minha mãe ao dizer que desatou tudo a bater palmas quando eu saí dela. Ficou tudo eufórico quando eu nasci! Coitadinha…morre de vergonha das minhas loucuras.

Mas cresci a ouvir que nascer em dia de chuva dá sorte (e eu que pensava que isto eram tretas que se aplicavam aos casamentos para ver se as noivas não deprimem muito com tamanha má sorte) e com o rabo virado para a lua. Sorte duas vezes.

De facto, sinto que sempre tive sorte na vida. E sou feliz. E agora tenho um blogue.

O meu mais novo nasce agora. A 23 como eu. Vamos ser felizes, tenho a certeza.

E antes de me ir embora deixem-me contar-vos de onde nasceu o nome do blogue: de um sonho. Sempre os sonhos. A mesma matéria da qual sou feita. Bolas, não há mesmo coincidências!

Está na hora: toca a rimar.

23 Fevereiro, 2016

 

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